não posso deixar passar em branco
"[...]
Tudo é negro menos os nossos olhos
Decididamente, cada vez gosto mais de Mão Morta... como se houvesse ainda mais para gostar.
que dardejam luz no estupor da montanha incendiada pelo sol levante
já os nossos risos nervosos
soltos na velocidade da paisagem
desfilam para trás num bater de asas aflito e assustado
e o velho saxofone
como sereia rouca em calores de perdição
num sobressalto de vagas repentinas
abafa o chiar dos pneus
imprimindo correrias loucas ao granito macio da estrada
com que o mar cava a areia até aos nossos pés.
Vertigem"
Decididamente, cada vez gosto mais de Mão Morta... como se houvesse ainda mais para gostar.

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